Por medo, metrô nos EUA bloqueia celular
São Paulo- O metrô da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, confirmou que cortou o uso de serviços de telefonia subterrânea para evitar protestos no último dia 11.
Segundo informações do The New York Times, a empresa Bay Area Rapid Transit (BART) alegou que o ato foi apenas uma das medidas para evitar manifestações que estavam sendo organizadas e seriam coordenadas via uso de dispositivos móveis.
Os protestos anunciados eram uma resposta à morte de um homem chamado Charles Blair Hillpela. Ele faleceu em 3 de julho após confronto com a segurança da BART. Aparentemente, ele teria ameaçado oficiais com uma faca. Em 2009, a BART já havia se envolvido em um problema parecido, quando seus seguranças mataram um homem desarmado.
Em nota, a empresa disse que reconhece o direito individual de liberdade de expressão, mas não permite protestos em áreas pagas – como plataforma e vagões. Além disso, manifestações no metrô poderia levar aos caos, desordem e por em risco a segurança dos passageiros.
A interrupção temporária gerou polêmica. A BART alega que é ela quem paga e fornece o serviço de retransmissão de sinal nos túneis – logo, estava no seu direito de simplesmente se negar a prestar o serviço. Mas muitos acreditam que se trata de abuso de poder – e relacionam a atitude do metrõ com a de ditadores do oriente.
As semelhanças dos protestos em Los Angeles com os que ocorrem na Inglaterra também é notável – e não só pela motivação de ambos. Recentemente, o primeiro-ministro inglês David Cameron mencionou a possibilidade de cortar redes sociais no país para evitar mais caos.
Em tempo: nenhum protesto de fato ocorreu no dia 11 em São Francisco.
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